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Por que a Internet das Coisas facilitou os ataques cibernéticos

A Internet das Coisas é uma das grandes novidades dos últimos tempos, de modo que muitas empresas vêm apostando nessa tecnologia para melhorar seus resultados e otimizar seus processos com coleta e processamento de dados estratégicos.

Os cibercriminosos já observaram essa nova vertente de oportunidade, pois o cenário de IoT se expande a cada minuto, com a conexão de novos dispositivos à rede e o crescimento da vulnerabilidade, que pode ser explorada pelos hackers.

Nosso objetivo com este post é demonstrar para você como a Internet das Coisas pode trazer preocupações de segurança e como você e sua empresa podem trabalhar para evitar possíveis ataques cibernéticos e roubos de informação confidencial. Continue conosco e boa leitura!

O cenário atual

A tecnologia de IoT — dispositivos conectados à internet e com capacidade de comunicação entre si e com sistemas externos — pode parecer algo distante quando falamos em uma geladeira que envia ao mercado sua lista de compras para entrega em casa, ou em um carro que se auto-pilota, ou mesmo uma assistente pessoal que controla a sua rotina.

No entanto, mesmo dispositivos mais simples, como roteadores de internet, encaixam-se nesse conceito e já estão espalhados por todo o globo, presentes em praticamente todas as residências e empresas que têm acesso à web.

A verdade é que os dispositivos conectados à internet dentro e fora do ambiente corporativo permitem uma maior facilidade de comunicação e a troca de informações, gerando eficiência na coleta, no processamento e no monitoramento de dados.

O aumento de ataques

O crescimento do número de dispositivos conectados à internet é maior a cada ano, haja vista que muitas empresas lançam novos produtos que podem melhorar a vida das pessoas por meio da conectividade.

Porém, dados apresentados pela Avast, empresa de segurança cibernética, demonstram que 60% dos usuários nunca logaram em seus roteadores, por exemplo, mantendo a configuração padrão de fábrica e estando vulneráveis a ataques.

Dentro desse contexto de transformação digital, no qual a maioria das organizações busca, em um movimento estratégico, utilizar-se de novas tecnologias para melhorar sua eficiência e as operações de negócio, acabou deixando-se de analisar a questão da segurança.

A realidade dessa estrutura é que consumidores dessas soluções, empresas, pessoas e indústrias podem utilizar uma série de tipos diferentes de dispositivos IoT para a comunicação e a troca de dados, gerando um ecossistema cada vez mais complexo e vulnerável.

O excesso de confiança por parte dos fabricantes está deixando seus consumidores à merce de ataques, uma vez que eles estão pecando na criação de padrões de segurança nos dispositivos e abrindo portas para que os cibercriminosos façam uso dessas vulnerabilidades para colher informações.

Segundo uma matéria publicada pelo Canal Tech, ainda em 2015, os ataques aos dispositivos IoT conectados à internet tiveram um aumento de 89% em relação a 2014, sendo que o principal motivo era apenas a falta de padrões de segurança estabelecidos por fabricantes.

Essas falhas permitem aos hackers não apenas acessar dados, mas também enviar comandos e controlar dispositivos de forma remota, como câmeras de segurança ou microfones, sendo um grande risco à privacidade de usuários e empresas.

Pontos de vulnerabilidade

Existem vários pontos que contribuem para esse aumento de ataques por parte dos cibercriminosos. A seguir, você conferirá alguns que podemos destacar.

Alta vulnerabilidade
O primeiro ponto diz respeito à falta de padrões de segurança com relação aos dispositivos IoT. Ao buscar estabelecer uma política de proteção de dados dentro de qualquer empresa, dificilmente, os equipamentos estarão listados como itens prioritários.

Na maioria das vezes, a atenção é voltada quase que exclusivamente aos computadores, sistemas de armazenamento e smartphones, assim, os dispositivos IoT ficam vulneráveis a ataques por estarem descobertos pelas políticas de segurança da empresa.

Excesso de dados produzidos
Outro ponto que atrai a atenção dos cibercriminosos é a quantidade de dados que circula, sendo produzidos e comunicados pelos dispositivos IoT, gerando uma ótima fonte de informação para os hackers.

Como a atividade criminosa virtual evoluiu nos últimos anos, o objetivo dos hackers modernos é o lucro, que pode ser obtido por meio de chantagem, sequestro de dados e roubo de informações confidenciais — muitas delas sendo geradas por dispositivos IoT.

Limitação de segurança
Os equipamentos de Internet das Coisas, geralmente, têm configurações de segurança muito limitadas, sendo que alguns desses dispositivos nem mesmo contam com qualquer possibilidade de sistema de proteção.

Essa limitação é um dos principais riscos, pois não permite que os profissionais criem barreiras para evitar os ataques dos cibercriminosos e deixam os dados expostos. Isso atrai os hackers, que têm muito mais facilidade em roubar informações que de outras formas, que exigem mais tempo e habilidades.

A prevenção contra ataques

Agora, pensando nas vulnerabilidades acima, imagine a seguinte situação: você adquire a geladeira que faz pedidos ao supermercado. Ela terá de pagar pelas compras e, para isso, armazena seus dados bancários. Contudo, está totalmente exposta por não contar com nenhum tipo de proteção contra invasão e estar conectado a uma rede doméstica. Você percebe os riscos dessa falta de segurança?

Esse é apenas um exemplo, porém, os riscos são reais e deve-se tomar o máximo de cuidados possíveis para que os dados de sua organização não sejam roubados de forma simples, mesmo com políticas bem definidas de segurança. Alguns pontos fundamentais poderão ser verificados a seguir.

Conheça os riscos
O primeiro passo é conhecer todos os riscos aos quais os seus dispositivos estão expostos. Isso permite criar uma política de segurança muito mais eficaz para evitar qualquer tipo de problema ou invasão no futuro.

Um entrave comum dentro de qualquer empresa é a falta de um mapeamento que conte com todos os dispositivos conectados à rede. Sem conhecer todos os pontos, é impossível criar uma política de segurança que realmente proteja seus dados.

Busque por fornecedores confiáveis
Como dito acima, uma das principais vulnerabilidades existe por uma limitação dos dispositivos que não contam com configurações para inserção de segurança e acabam por gerar brechas.

Por conta disso, buscar pelos melhores fornecedores e entender como funciona cada dispositivo é fundamental, pois, dessa maneira, você evita que seus dados sejam expostos ou que possam ser vistos livremente por qualquer um.

Mantenha os dispositivos atualizados
Outro ponto é a atualização dos dispositivos, uma vez que o fabricante sempre pode descobrir vulnerabilidades em seus equipamentos e lançar atualizações de correção para evitar que seus clientes sejam afetados.

Para evitar esse problema, seu time de TI deve estar sempre atento a toda e qualquer atualização para seus dispositivos, sendo que, para isso, é preciso manter o mapeamento de rede completo.

Além disso, investir em segurança digital é algo essencial para evitar o roubo de seus dados, uma vez que os cibercriminosos estão cada vez mais especializados e atentos a toda e qualquer vulnerabilidade que possa dar a eles alguma vantagem.

A Internet das Coisas é um conceito incrível e ainda evoluirá muito nos próximos anos, porém, devemos sempre estar atentos à questão da segurança para evitar que algo desenvolvido para melhorar seus processos de negócio possa acabar por trazer dores de cabeça.

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